A escolha da religião é um direito livre a cada cidadão. Contudo, quando este direito passa de um limite racional, ocasionando até a morte de pessoas, tal direito deve ser regulado.
Um caso que pode ser citado em que a liberdade religiosa teve um desfecho trágico, é o de Joaquim Raimundo Neto, 23 anos, metalúrgico nascido em Catalão, Goiás. Ele não quis se submeter a uma transfusão sanguínea porque sua mãe era da seita Testemunha de Jeová e ela insistiu para que ele se recusasse. Joaquim morreu em dezembro de 2008 com leucemia mielóida aguda.
Mas a justiça, nestes casos, pode ajudar. Jéssica Gomes teve 60% do corpo queimado e só uma transfusão de sangue podia salvá-la. A família da jovem era Testemunha de Jeová e não aprovou a transfusão.
Contudo, o hospital onde a garota estava internada recorreu á justiça. A juíza Patrícia de Morais autorizou o tratamento e Jéssica sobreviveu.
Izabel Pereira de Souza

